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ARTIGOS

Empresas familiares encaram o Planejamento Sucessório
03/04/2014

A condução da atividade empresarial dissociada das relações afetivas vem sendo considerada um dos principais objetivos das empresas familiares, o que, sem dúvidas, revela-se um verdadeiro desafio. Entretanto, mais instigante ainda tem sido a realização da transição da gestão dos negócios dos fundadores para seus sucessores.

Dentre os questionamentos mais frequentes está a definição de “para quem” e “quando” será realizada a sucessão na gestão, já que muitas vezes os herdeiros, devido à menoridade, à pouca experiência, o não interesse pelas atividades empresariais, ou inúmeros outros fatores, não possuem a segurança necessária para a condução dos negócios na condição de CEO. Além disso, o conflito de ideias entre as gerações, a dúvida quanto à contratação de gestores não-familiares e a dificuldade da geração em comando se afastar gradativamente dos negócios, são outros elementos que contribuem para intensificar os desafios na transferência do controle e por vezes estremecer os laços familiares.

Todas essas adversidades, contudo, podem ser melhores administradas ou mitigadas se conduzidas de forma planejada. Estrategicamente, além de uma reestruturação societária e implementação de antecipação da sucessão hereditária com regras claras e pré-determinadas, existem alguns mecanismos jurídicos que viabilizam a implementação de um planejamento sucessório eficiente. Alguns deles, inclusive, estão atrelados à adoção de medidas de governança corporativa, altamente recomendadas pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), e que transmitem ao mercado a ideia de uma organização séria e duradoura, podendo atrair investimentos de forma geral e até mesmo viabilizar a abertura do capital da empresa.

Outros, por sua vez, tais como a implementação de um conselho de administração constituído tanto por conselheiros pertencentes aos quadros familiares quanto por conselheiros independentes, contribuem expressivamente para o crescimento e a profissionalização dos negócios.

Portanto, sendo a troca do comando de uma empresa familiar uma decisão crucial que determinará seu sucesso ou seu fracasso no futuro, há que se levar em consideração a importância do planejamento sucessório como mecanismo que mitiga conflitos familiares e viabiliza maiores índices de crescimento, estabilidade no mercado, investimentos e lucratividade para a empresa.

Por Luciano Alves de Paula, advogado associado do escritório Grebler Advogados, especialista em Contratos Comerciais, Imobiliário, Planejamento Sucessório e Societário e Izabella Moreira Abrão, sócia do escritório Grebler Advogados, especialista em Contratações Internacionais, Contratos Comerciais, Imigração, Planejamento Sucessório, Societário e Tributário

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